O castelo está pronto. Depois de muitas brigas, gritos, dúvidas... está pronto. Ou quase pronto, que reforma tem dessas coisas. Paredes derrubadas, foi-se o passado. Com o tijolo novo, talvez uma nova relação.
O nosso castelo de areia se foi com a última onda do mar. E já não há ninguém com ânimo para erguê-lo novamente. Foi-se com ele o encanto, a paixão, os sonhos proibidos e deliciosos. Já não te tenho mais latente na minha alma. E agora parece ser para sempre.
Não quero viver no castelo falso de Caras. Prefiro o de areia: brincando a gente faz um, curte, torce para a onda não levar. E quando leva fica o sorriso, os momentos gostosos, e a perspectiva, sempre, de um dia se querer brincar de novo.
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