Marisa Monte
O que me importa seu carinho agora se é muito tarde para amar você...
O que me importa se você me adora se já não há razão prá lhe querer...
O que me importa ver você sofrer assim
Se quando eu lhe quis você nem mesmo soube dar a amor!...
O que me importa ver você chorando se tantas vezes eu chorei também...
O que me importa sua voz chamando se prá você jamais eu fui alguém...
O que me importa essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar tem mais tristezas prá chorar que o seu!...
O que me importa ver você tão triste se triste fui e você nem ligou...
O que me importa seu carinho agora se para mim a vida terminou
Terminou! oh! oh! oh! Terminou! oh! oh! oh!Oh! oh! oh!...
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
sábado, 23 de agosto de 2008
Aqui também nem tudo são flores
O jardim do vizinho é via de regra mais verde e florido. Por isso muitos devem achar que por aqui tudo - ou quase tudo - são flores. Mas como com todo casal, não são. Quem vê a gente não imagina o stress que nos ronda faz tempo. O apartamento maior parece já não ter espaço suficiente para nos abrigar. São farpas e arranhões quase sem motivo. Às vezes, no limiar do respeito.
Eu quase não preciso de palavras de amor. Preciso sentir ele na forma mais pura e simples. Na vontade de ficar junto, no aconchego do abraço, no silêncio confortável, nas risadas. No brilho do olhar.
Onde é que guardamos tudo isso? Em que caixa, em que armário, dentro de que livro? Não tem volta? Eu preciso tanto...
Quem nos vê não imagina as minhas dúvidas. Quem nos vê diria que é bobagem, que eu reclamo sem motivos. Talvez seja verdade. Mas e esse aperto de vontade de viver mais, de amar mais? Sufoco? É ele que me sufoca...
Eu quase não preciso de palavras de amor. Preciso sentir ele na forma mais pura e simples. Na vontade de ficar junto, no aconchego do abraço, no silêncio confortável, nas risadas. No brilho do olhar.
Onde é que guardamos tudo isso? Em que caixa, em que armário, dentro de que livro? Não tem volta? Eu preciso tanto...
Quem nos vê não imagina as minhas dúvidas. Quem nos vê diria que é bobagem, que eu reclamo sem motivos. Talvez seja verdade. Mas e esse aperto de vontade de viver mais, de amar mais? Sufoco? É ele que me sufoca...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Castelo de areia
O castelo está pronto. Depois de muitas brigas, gritos, dúvidas... está pronto. Ou quase pronto, que reforma tem dessas coisas. Paredes derrubadas, foi-se o passado. Com o tijolo novo, talvez uma nova relação.
O nosso castelo de areia se foi com a última onda do mar. E já não há ninguém com ânimo para erguê-lo novamente. Foi-se com ele o encanto, a paixão, os sonhos proibidos e deliciosos. Já não te tenho mais latente na minha alma. E agora parece ser para sempre.
Não quero viver no castelo falso de Caras. Prefiro o de areia: brincando a gente faz um, curte, torce para a onda não levar. E quando leva fica o sorriso, os momentos gostosos, e a perspectiva, sempre, de um dia se querer brincar de novo.
O nosso castelo de areia se foi com a última onda do mar. E já não há ninguém com ânimo para erguê-lo novamente. Foi-se com ele o encanto, a paixão, os sonhos proibidos e deliciosos. Já não te tenho mais latente na minha alma. E agora parece ser para sempre.
Não quero viver no castelo falso de Caras. Prefiro o de areia: brincando a gente faz um, curte, torce para a onda não levar. E quando leva fica o sorriso, os momentos gostosos, e a perspectiva, sempre, de um dia se querer brincar de novo.
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