Aquele dia da festa foi para mim a gota d’água. Dirigindo, no celular, não me dei conta do desabafo. Saiu tudo em um impulso só. Saiu do fundo, de onde eu nunca imaginava desenterrar nada para te falar. Era verdade: o relacionamento de vocês estava afastando todo mundo. E são os amigos, os que nunca te fizeram juras, que vão estar sempre ao lado na tristeza e na doença. Eu não suportava mais ver que você tinha se acostumado a não ser feliz.
Ainda no carro eu não acreditava. Me censurava perguntando que direito tinha eu de dizer ou achar algo. Amiga? Sim, sou sua amiga. Mas confesso que a minha visão e meus sentimentos não são puros, são deturpados pelas marcas que você deixou em mim.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Nós 4 - 2005
Sem me dar conta adorava sair para passear com você e as crianças, com os nossos filhos que não são exatamente nossos, de nós dois. Até hoje gosto. Adoro quando me confundem achando que sou sua mulher. E olha que isso não é tão raro, né?
Adorei quando na Páscoa descemos com os meninos para a praia. Depois de jantar, nós sentados na areia, eles correndo para lá e para cá. A brisa do mar, você contando uma história. Eu te admirando. Tive vontade de apoiar minha cabeça no seu ombro num abraço. Tive vontade de nós 4 sermos uma família.
Em casa as crianças dormiram e eles não chegavam. Foi me dando uma vontade de ficar junto... Fui dormir, com medo da vontade ser mais forte.
Adorei quando na Páscoa descemos com os meninos para a praia. Depois de jantar, nós sentados na areia, eles correndo para lá e para cá. A brisa do mar, você contando uma história. Eu te admirando. Tive vontade de apoiar minha cabeça no seu ombro num abraço. Tive vontade de nós 4 sermos uma família.
Em casa as crianças dormiram e eles não chegavam. Foi me dando uma vontade de ficar junto... Fui dormir, com medo da vontade ser mais forte.
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